



O Obelisco é o ícone da cidade de Buenos Aires e um Monumento Histórico Nacional que comemora quatro feitos, que estão inscritos em cada uma de suas faces:
1. Quatro séculos da fundação da cidade por Pedro Mendoza, em 1536.
2. O local exato onde a Bandeira Argentina foi içada pela primeira vez, na torre da Igreja de San Nicolás de Bari, em 23 de agosto de 1812.
3. A segunda fundação da cidade por Juan de Garay, em 1580.
4. A declaração de Buenos Aires como Capital Federal da Nação.
Na foto abaixo, podem ser lidas as inscrições das faces Leste e Norte, respectivamente:
“Buenos Aires
A LA REPÚBLICA
En el IV Centenario de la fundación
de la ciudad por
DON PEDRO DE MENDOZA.
II de Febrero de MDXXXVI.”
“EN ESTE SITIO
en la torre de San Nicolás
fue izada por primera vez
en la ciudad
LA BANDERA NACIONAL
el XXIII de agosto de
MDCCCXII.”

Foi inspirado pelo Obelisco da cidade de Washington, EUA, quando seu idealizador, o arquiteto argentino Alberto Prebisch, visitava este país. Esta referência estava em sintonia com o objetivo neoclássico que buscava recuperar as formas geométricas básicas e remeter aos antecedentes das antigas civilizações.
Em 1936, entre o cruzamento das avenidas 9 de Julio e Corrientes foi iniciada sua construção, que foi finalizada em 31 dias. Sua inauguração oficial foi no dia 23 de maio de 1936.
O Obelisco tem 67,5m de altura e cada lado de sua base mede 7 metros. Sua única entrada se encontra no lado Oeste, e em seu interior há uma escada reta de 206 degraus com 7 descansos a cada 8 metros, que leva até o cume, onde existem quatro janelas e um pára-raios.
O Obelisco é frequentemente utilizado como ponto de reunião de diversas manifestações, atividades culturais patrocinadas pelo governo, ou comemorações em geral. Por causa de seu formato sugestivo e sua cor branca, como uma folha de papel a espera de ser utilizada, algumas vezes o Obelisco costuma inspirar e acaba sendo “fantasiado” em determinadas datas, como foi no dia 1 de dezembro de 2005, quando foi vestido por um “preservativo” de 67 metros em comemoração ao Dia Mundial da Luta contra a AIDS.
Onde?
Entre o cruzamento das avenidas 9 de Julio e Corrientes
sepphora | 12:31 pm | National Historic Monument, San Nicolás | “Sem comentários”

Catedral Metropolitana de Buenos Aires
Os city-tours em Buenos Aires costumam passar muito rápido por vários monumentos e pontos turísticos, muita informação é jogada no ar e várias vezes não é possível ver o que está sendo explicado no lado oposto ao que você se encontra no ônibus. Geralmente, em uma de suas duas únicas paradas de 10 minutos, a Catedral Metropolitana de Buenos Aires é eleita para a visitação dos turistas, e foi assim como a conheci pela primeira vez.
Nessa minha primeira visita, não dei muita atenção à Catedral mas sim à Plaza de Mayo, onde ela se encontra. Talvez para fugir da aglomeração de pessoas, pois vários outros ônibus com turistas pararam em frente à Catedral ao mesmo tempo. Mas quando viemos pela segunda vez a Buenos Aires e visitamos os lugares por conta própria, resolvemos voltar a Plaza de Mayo e ver a Catedral com mais calma, foi quando estas fotos foram tiradas.
Mas por que este lugar é eleito como um dos principais a serem mostrados aos turistas que fazem city-tour?
Talvez seja porque em 1942 foi declarada um Monumento Histórico. Ou então, por sua história de construção conturbada, que de 1580 a 1752 foi cheia de desabamentos, demolições, reparações e mudanças nos projetos. Neste período, 5 catedrais foram construídas no local uma após a outra, porém a definitiva que dura até os dias de hoje só seria a sexta catedral. Ou quem sabe não é nada disso, ela pode ser eleita simplesmente por sua beleza.
Externamente, a Catedral tem a aparência de um templo grego clássico, muito diferente de qualquer outra igreja que eu já havia visto. Esta fachada foi concluída em 1823 pelos engenheiros franceses Próspero Catelin e Pedro Benoit; apresenta 12 colunas que simbolizam os doze apóstolos e um baixo relevo realizado em 1863 por Joseph Dubourdieu, que representa o encontro de Jacó com seu filho José, no Egito.
A grandiosidade de seu interior impressiona: possui 5 naves, sendo que a central possui quase 100 metros de comprimento e foi decorada com afrescos renascentistas pelo italiano Francesco Paolo Parisi. Diferentes estilos podem ser reconhecidos em seu interior por ter sido construído por vários arquitetos e homens que, segundo a época e a oportunidade, foram agregando ou mudando algo, desde elementos barrocos até seu estilo românico. Seu piso é de mosaicos venezianos diminutos desenhados em 1907 pelo italiano Carlo Morra e sua superfície se aproxima dos 3000m².


A nave lateral direita dá acesso ao mausoléu que guarda os restos mortais do General San Martin desde 1880. Este mausóleu de mármore é obra do escultor francês Albert Carrier-Belleuse: um sarcófago negro é guardado por três esculturas femininas que representam a Argentina, Chile e Peru, os três países libertados do colonialismo espanhol por San Martin. Quando visitamos a Catedral, coincidiu de estar acontecendo a troca de guarda: alguns guardas de uniforme prestavam homenagens à memória de San Martin.

Troca de guarda

Túmulo de San Martin
O altar principal, de estilo Churrigueresco (Barroco espanhol), é dourado e de grandes proporções, possui formas sinuosas e espiraladas e ornamentação de flores e foi feito por Isidro de Lorea.

Altar principal
Na ala esquerda se encontra a Capela de San Martín de Tours e o monumento do Arcebispo León Federico Aneiros, um mausoléu em mármore de Carrara e pedra, obra do escultor Victor de Pol. As quatorze pinturas da Via Crucis são obra do italiano Francesco Domenighini. Também ao lado esquerdo há um altar com uma imagem chamada “Santo Cristo de Buenos Aires”, uma escultura de madeira do século XVII de Cristo crucificado em tamanho natural, e um outro altar dedicado a Virgen de los Dolores.

Nuestra Señora del Rosario de San Nicolás
Certamente esta Catedral vale uma visita, mas não a recomendo através dos city-tours. A catedral é um lugar de respeito e oração, e com centenas de turistas e apenas 10 minutos é difícil conseguir apreciar todos os detalhes e beleza.
Onde?
Av. Rivadavia y San Martin | Tel: +54 (11) 4331-2845 / 4345-3369
sepphora | 1:36 pm | Montserrat, National Historic Monument, San Nicolás | “Sem comentários”

Torre de los Ingleses ao amanhecer
A “Torre de los Ingleses” ou “Torre Monumental” foi um presente dado à cidade por seus residentes britânicos em 1916, em comemoração ao Centenário da Revolução de Maio. Está no centro da Praça Fuerza Aérea Argentina (antiga Praça Britannia).
Sua arquitetura é de estilo palladiana, tendência que imperava na Inglaterra nos finais do século XVI e época da segunda fundação de Buenos Aires. Os materiais utilizados em sua contrução vieram todos da Inglaterra (exceto a água e areia); foram utilizados cimento e pedras “portland” e ladrilhos vermelhos de máquina do tipo “Leicester”.
Possui 75,5 metros de altura divididos em 8 andares, sua base mede 280m² e seus lados estão orientados de acordo com os quatro pontos cardeais, tendo sua entrada principal voltada ao Oeste. Sua plataforma possui 4 escadas de acesso cujas portas são adornadas com frisos onde se alternam triglifos e métopas ornamentadas com diferentes emblemas do Império Britânico. Sobre este friso se encontram alternados os escudos da Argentina e Grã-Bretanha. A imagem abaixo demonstra o leão e o unicórnio rampantes, emblemas da Inglaterra e Escócia respectivamente, e a frase escrita em francês “Dieu et mon droit”.

Detalhe de um friso
Por motivos de manutenção, o acesso público à torre está proibido até 2009. Porém, até 2006 era permitido o acesso ao seu terraço a 50m de altura, no nível dos relógios que eram originariamente de opalina inglesa e possuem 4,4m de diâmetro e de onde era possível apreciar uma vista panorâmica da cidade. Sobre cada quadrante se encontram cinco sinos de bronze, e todo o conjunto imita o som da Abadía de Westminster. Sua cúpula tem forma octogonal e é coberta por lâminas de cobre, e em seu cume há um cata-vento que representa uma fragata de três mastros.

Terraço da torre
Durante a Guerra das Malvinas, entre Argentina e Grã-Bretanha, esta torre tornou-se alvo da insatisfação e ira da maioria dos argentinos. Foi nesta época que seu nome mudou-se para Torre Monumental, apesar de atualmente ser mais conhecida por seu antigo nome. Hoje podemos vê-la coberta por pixações como “Las Malvinas son Argentinas” e manchas de tinta vermelha arremessadas contra ela.
A Guerra das Malvinas é uma ferida aberta na história da Argentina. Cada cidadão argentino tem sua própria opinião e documentários são exibidos em canais locais de televisão de tempos em tempos. O pedido para a incorporação das Malvinas ao território argentino ainda é feito anualmente à ONU.

Pixações sobre o monumento
Onde?
Plaza Fuerza Aerea Argentina | Avenida del Libertador y San Martin
sepphora | 2:19 pm | Retiro | “Sem comentários”

A primeira vez que ouvi o nome do arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava foi em 1999, na faculdade de Desenho Industrial. Um professor falou que deveríamos conhecer suas obras, pois eram “puro design”…
Calatrava é conhecido mundialmente através de suas obras que geralmente possuem formas e estruturas orgânicas muito dinâmicas, com aparências que podem lembrar ossos, caixas toráxicas, olhos de insetos… Ao se inspirar nas formas da natureza, suas obras tornam as paisagens onde são inseridas um pouco mais orgânicas.
Aqui em Buenos Aires está a única obra de Calatrava de toda a América Latina. Trata-se da “Puente de la Mujer”, uma das 5 pontes que liga Madero Leste a Madero Oeste. Foi inaugurada em 24 de agosto de 2001, pouco tempo depois da reinauguração de Puerto Madero, tornando-se uma das atrações mais visitadas neste bairro.
A Puente de la Mujer possui 5 metros de largura, 160 metros de comprimento e pesa cerca de 800 toneladas. Possui uma forma pontiaguda branca cuja inclinação é de 39° em relação à horizontal e cuja altura é de 34 metros. Desta “espinha” nascem 19 cabos de aço de 5 cm de diâmetro que suportam o peso da parte da ponte que gira 90° até ficar paralela ao dique, liberando espaço aos grandes barcos que passam pelo porto.
Estas fotos foram tiradas à luz do nascer do sol.

Onde?
Puerto Madero | Dique 3
sepphora | 7:10 pm | Puerto Madero | “Sem comentários”

No Jardim Botânico de Buenos Aires, além de muitas plantas e gatos vira-latas, existem diversas esculturas das quais a mais interessante, na minha opinião, é a chamada “Saturnalia”. Trata-se de uma escultura em bronze patinado extremamente expressiva que retrata um grupo de pessoas que parecem possuir vida própria. Ao fotografá-la em diferentes ângulos, novos detalhes parecem surgir ao mesmo tempo em que outros são ocultados.


De acordo com a placa explicativa ao lado da escultura:
“Representa a Festa Saturnal anual realizada em honra ao deus Saturno.
Adquire o caráter de orgia desenfreada dos antigos romanos.
Esta obra de estilo clássico emana um realismo, mas que pelo seu valor temático, impressiona a vigorosa vulgaridade das almas dos soldados de corpos transbordantes e brutais.
Também a vitalidade e a ternura dos corpos conseguiram encontrar toda sua expressão nas figuras centrais.
As figuras femininas são do tipo esbelto, alegre e voluptuoso, conformando um grupo que expresa um movimento vivo e desenvolto.”
Ainda nesta placa podemos ler:
“Durante a Ditatura Militar, esta escultura, junto a outras, foram proibidas, levadas a estábulos e cobertas com esterco. Com o retorno da democracia, foi resgatada e colocada neste Jardim Botânico, em 1984.”

O tema retratado é a festa Saturnalia, comemorada pelos antigos romanos no dia 17 de dezembro. Com o passar dos anos e por sua grande popularidade, a festa se expandiu por uma semana inteira, até o dia 23 de dezembro. A festa era marcada pela inversão dos papéis sociais, onde os mendigos se tornam os mestres e vice-versa. Tudo era permitido nestes dias, com exceção do trabalho e da seriedade: apostas eram feitas nas ruas, escravos eram liberados de suas tarefas e roupas informais eram utilizadas. Beber, fazer barulho, jogar dados, cantar desnudo, bater palmas freneticamente… Também era uma ocasião para se visitar amigos e lhes oferecer presentes. A Saturnalia durou até o meio do século IV d.C., quando foi absorvida pelas comemorações do Natal cristão.
Esta escultura criou polêmicas desde que foi criada pelo escultor italiano Ernesto Biondi (1855-1917). Em 1905, Biondi processou o Museu Metropolitano de Arte por não exibi-la ao público, enquanto o Museu se defendeu dizendo tê-la removido da exibição por motivos de críticas hostis. Reconheceu-se que a escultura era uma grande obra de arte, com qualidades muito realistas, mas foi considerada “indecente”, “revoltante”, “horrível”, “imoral” entre outros atributos degradantes.
A ”Saturnalia” de Buenos Aires é apenas uma cópia da original que está atualmente no Museo de Arte Moderna em Roma. Em minha opinião, a escultura é muito rica e nos faz pensar sobre todos os aspectos da natureza humana, como seríamos sem os limites impostos pela sociedade/governo e com o passar dos anos, como as coisas são compreendidas de outra forma…


Onde?
Jardín Botánico | Av. Santa Fé 3951 | Tel: +54 (11) 4831-4527
sepphora | 3:58 pm | Palermo | “Sem comentários”

Antes de viajar para algum lugar novo, gosto de conhecê-lo pelo Google Earth. Foi aí que eu vi esta “casinha bonitinha” pela primeira vez. Algo nela me chamou muita a atenção, talvez sua arquitetura, o fato dela estar sobre as águas, sua aparência de brinquedo, não sei… Estando em Buenos Aires, este era um dos lugares que eu precisava ver pessoalmente.
Só conseguimos visitá-la na segunda vez em que viemos à cidade, com um passeio exclusivo destinado a vê-la. Descobrimos que a “casinha bonitinha”, ou Club de Pescadores, é um Monumento Histórico Nacional.

Sua história conta (resumidamente) que em 1903 existia sobre as águas do Río de la Plata um antigo cais abandonado e deteriorado, que havia sido construído por uma companhia francesa para amarrar seus barcos de carregamento de carvão, cuja descarga era feita diretamente sobre vagões de trem que se deslizavam sobre o cais e íam até a Estação Retiro. Este cais abandonado era o ponto de encontro de alguns pescadores que resolveram repará-lo e também construir ali uma “casinha” para guardar seus pertences.
Porém, em agosto de 1905 o cais foi totalmente destruído devido a uma tormenta violenta sobre o Rio de la Plata. Apesar disso, os pescadores continuaram com suas atividades no local, que incluiam competições de pesca, até que em 1926 foi iniciado um plano de construção de um novo cais e uma casa para ser sede das atividades do clube. Em 1928, o projeto de Jose N. Quartino foi aprovado e a contrução finalizada em 1937. A inauguração oficial do clube teve a presença do presidente da Argentina, Augustín P. Justo, e a edificação hoje se encontra como naquela data. Sua história mais detalhada (em espanhol) pode ser encontrada no site oficial do clube.
Em seu interior, onde é permitida a entrada de não-sócios, há um museu fotográfico de toda sua história, além de um restaurante no primeiro andar chamado “Muelle del Plata”, o qual tivemos o prazer de almoçar neste dia. A comida estava muito boa e o serviço foi ótimo. Por estarmos passeando, tínhamos chegado lá um pouco antes do meio-día e o restaurante ainda estava fechado, mas mesmo assim fomos atendidos com exclusividade!
O garçom foi muito atencioso e simpático e até puxou conversa sobre o Brasil. Foi uma experiência muito agradável almoçar na “casinha bonitinha”, ser bem atendida e ter a vista do Río de la Plata num bonito dia de sol.

Onde?
Av. Rafael Obligado s/Nº y Av. Sarmiento Costanera Norte | Tel: +54 (11) 4773-1354 / 0649 / 3636
sepphora | 10:02 am | Costanera, National Historic Monument, Palermo | “1 comentário”

Esta foto foi tirada em janeiro desde ano. Neste dia, resolvemos fotografar as paisagens com a iluminação do nascer do sol, o que nos fez madrugar e ir de bicicleta no escuro até o bairro de Puerto Madero, cerca de 10 km longe de onde moramos.
Ao chegarmos lá, a cidade ainda estava acordando, poucos carros nas ruas, uma calma só vista em finais de semana naquele horário. Neste dia tiramos algumas fotos muito bonitas, que irão aparecer em outros posts futuros.
Em particular nesta foto, o sol começa a aparecer por detrás dos prédios novos que povoam Puerto Madero, iluminando vagarosamente suas silhuetas e um dos cartões postais de Buenos Aires, a “Puente de la Mujer”, obra arquitetônica de Calatrava, que também entrarei em detalhes em breve…
A história de Puerto Madero é bem interessante. Voltando à metade do século XIX, dois engenheiros, Eduardo Madero e Luis Huergo, tentavam concretizar os sonhos dos habitantes desta cidade portuária de finalmente terem um porto que os comunicassem com o mundo. Cada um apresentou vários projetos ao governo, e o projeto escolhido foi o de Madero. O início da construção foi em 1º de abril de 1887 e sua conclusão em 31 de março de 1898, 5 anos depois da morte de Eduardo Madero. Todos festejaram a abertura do tráfego marítimo.
Entre 1900 e 1905 foram construídos depósitos de ladrilhos vermelhos pela Empresa Wayss & Freytag, seguindo o projeto do arquiteto Charles Hawkshaw. Com a função de guardar os grãos que eram exportados, estes depósitos possuem entre três a quatro pisos com sótão, e toneladas de sacos de cereais oleaginosos foram embarcados daí.
Todavia, no começo do século XX, o aumento do porte dos barcos tornou este porto insuficiente, levando-o à sua desativação prematura somente 10 anos depois de sua inauguração. Por mais da metade do século passado, sua situação de abandono fez com que os ladrilhos dos depósitos perdessem suas cores e os ratos tomassem conta do lugar.
Em novembro de 1989, o presidente Carlos Menem firmou um decreto para reciclar os 170 hectares do porto. Depois desta grande reforma, ele foi reinaugurado em 2000 e hoje é uma das áreas mais valorizadas de Buenos Aires, com prédios de grandes empresas multinacionais e onde muitos turistas ricos moram. A Pontificia Universidad Catolica Argentina (UCA) está lá, e muitos restaurantes e bares da moda disputam a atenção dos turistas lado a lado, junto com cinemas e escritórios. A vida noturna em Puerto Madero está longe de ser monótona.
sepphora | 11:50 am | Puerto Madero | “Sem comentários”

Hoje é o quarto dia em que a cidade está debaixo de uma camada grossa de fumaça, devido aos incêndios ocasionados por fazendeiros que resolveram queimar seus pastos cerca de 50km ao norte, em ilhas do delta do rio Paraná. Segundo as informações dos noticiários estas queimadas acontecem anualmente, mas este ano foi a pior de todas. Os jornais locais já consideram esta a contaminação atmosférica mais grave da história de Buenos Aires.
É um paradoxo uma cidade se chamar Buenos Aires com toda essa poluição no ar. E é uma lástima a situação em que a cidade e seus habitantes se encontram. As pessoas que precisam sair às ruas são obrigadas a respirar a poluição, e é fácil encontrar pessoas usando máscaras. Mesmo ficando em casa com todas as janelas fechadas, a fumaça consegue entrar de alguma forma. Eu e meu marido não fumamos, mas nossos cobertores estão cheirando como se fumássemos vários maços de cigarro por dia. Isso me fez lembrar de um comentário que li em algum jornal local online, onde uma pessoa disse que agora todos os fumantes sabem o que sentimos quando eles acendem seus cigarros…
Espero que esta situação incômoda acabe o mais rápido possível para tudo voltar ao normal, mas segundo especialistas a fumaça ainda vai perdurar durante os próximos dias. É de um egoismo extremo que poucos (ir)responsáveis pelas queimadas obriguem milhões de seres humanos e incontáveis seres vivos a respirarem um ar tão insalubre.
Estas duas fotografias ilustram um pouco a situação, elas foram tiradas duas horas atrás.

sepphora | 11:42 am | General | “Sem comentários”
Ontem tive a idéia de escrever um blog onde poderia mostrar várias fotografias de Buenos Aires, capital da Argentina, as quais eu venho tirando nos últimos 5 meses desde que nos mudamos para cá. Sendo uma designer brasileira que adora fotografar tudo e qualquer coisa, acho que esta linda cidade merece (mais) um lugar onde ela poderia ser exibida para o mundo.
Depois de um dia de intenso trabalho (do meu marido), eis aqui o blog!
Buenos Aires Landscapes irá mostrar algumas das minhas melhores fotografias da cidade, sua arquitetura famosa, algo de design, parques, pessoas, assim como detalhes somente notados por flâneurs. Também estou planejando incluir alguma informação detalhada sobre cada imagem para tornar o blog mais interessante. Sei que esta vai ser uma experiência muito agradável e que me fará aprender bastante, o que me deixa muito entusiasmada!
Bem-vindo(a) e hasta pronto!
sepphora | 10:51 am | General | “Sem comentários”
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